Na noite de ontem aconteceu a primeira edição do Floripa em Pauta, projeto de debates itinerantes da ACIF sobre assuntos importantes para a cidade. Integrando a programação da Semana do Comerciante, o evento discutiu Comércio e Espaço Urbano.
Célio Bernardi, presidente da ACIF, abriu a noite agradecendo aos parceiros que tornaram possível a Semana do Comerciante, falou sobre os temas que seriam abordados na noite e apresentou os convidados da noite: Tatiana Filomeno, arquiteta e diretora executiva do Laboratório de Urbanismo e Arquitetura (LUA), a empresária Patrícia Kotzias e Juliano Ritcher Pires, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
Fabiane Marquetti, diretora da Regional Centro da ACIF, ficou responsável pela mediação do debate e explicou a dinâmica do evento, onde cada participante receberia uma pergunta dela e logo depois seria aberto para as perguntas dos participantes.
Tatiana Filomeno falou sobre a importância do espaço público para o comércio, onde as pessoas circulam e consomem. Explicou sobre os itens que tornam esses espaços mais atraentes para os consumidores, que são: infraestrutura, conforto térmico, atratividade, facilidade de acesso, segurança e bairro completo. Citou ainda soluções que deram certo em outras cidades do mundo, como ceder espaço aos pedestres em detrimento dos carros e investir em arborização.
Patrícia Kotzias falou sobre a inteligência de mercado e os desafios do comércio de rua, que precisa lutar contra o conforto do e-commerce e encontrar soluções para atrair os clientes oferecendo novas experiências. Deu um bom exemplo de um mercado que adotou cestinhas de cores diferentes para os solteiros. Contou ainda sobre a necessidade de se aproximar dos consumidores, com opções como lives de vendas por exemplo.
Juliano Pires observou que o comerciante se mobiliza quando o ambiente em volta é bem cuidado, e é aí que entra o papel do poder público junto à sociedade civil organizada. Lembrou da revitalização do Centro Leste e da região em volta da Ponte Hercílio Luz e disse que cabe justamente à prefeitura e à sociedade civil organizada direcionar onde quer que as pessoas ocupem a cidade.





